campo de ação

Mostra de Vídeos-performances e Seminário

    Campo de Ação é um espaço de experimentos e  encontros com o corpo sem órgãos de Artaud, e de Deleuze e Guattari; com a Ontologia da Performance de Peggy Phelan; com as técnicas de vídeo, de montagem e com os primeiros riscos do fazer curatorial. Esta mostra desdobra o encontro que é possibilitado pela existência dos cursos de graduação em Dança da UFRJ. Desde o início do ano, nutrimos questões que enleiam o vídeo e a performance: O que o olho mecânico da câmera aciona e adiciona à performance? Como performar tensiona os paradigmas da criação audiovisual? Como o exercício teórico e de demora junto aos conceitos e filosofias que nos alimentam se misturam em nossos corpos para fazer consistir as nossas criações em arte?


    Neste momento em que a política dos privilégios, a caretice e o conservadorismo querem ao custo da vida tocar seus projetos acachapantes, propomos um Campo de Ação como exercício tônico de posicionar diferenças e contradições. Cansar nunca foi sinônimo de desistir, e este Campo de Ação participa da mostra Hífen de Pesquisa-Cena esticando-se para fora da UFRJ em um gesto duplo de tomada de fôlego e de insistência no espaço da universidade pública.


Texto coletivo dos artistas estudantes


Um Horizonte de 3,5 Km

de Jaqueline Maria | 13’ - 2016


O que me atiça é um lugar pouco distante e proibido. Ali, o desconhecido se mostra por entre brechas, e buracos.




Exercícios Para Despoluir o Amor

de Laura Vainer | 11’ [2 canais] - 2016


Interessada na demora junto aos afetos eróticos e às questões feministas a

vídeoperformance embaralha o discurso da família ao discurso do gozo

feminino; as relações de poder instauradas pelas diferenciações de gênero,

aos empasses discursivos que atravancam relações amorosas, criando uma

linguagem que se fortalece na con-fusão.




Overdose

de Bruna Belem | loop - 2016


Overdose é corpo subjetivado, é subjetivação de desejo, é força de ação, é dose continuada de intensidade, é mutilação, é desorganismo, é corpo sem órgãos.




Sereia

de Ana Conceição | 8’ - 2016


Uma sala de dança onde um corpo se aprisiona pelas pernas. Um    

enquadramento monocromático, um corpo discriminado, um corpo especulado.

Uma videoperformance autobiográfica que necessita ceder, pois existe algo de

muito íntimo que talvez não se mostrasse.




Sobre Posição

de Nathalia Silva | 7’ - 2016


Algodão pêlos epiderme melanina derme hipoderme carne líquidos ossos vísceras respiro cabeça retorno. Audição voz silêncio raízes ar entrando e saindo visão tato sem olfato café sapato bacia insônia chiclete mascado corpo camada sol de inverno corpo dobra espaço mandíbula o que me coloca no mundo sufoca transborda perturba. O que eu colo no mundo?




3X4

de Thaina Farias | 3’ - 2016


Marcar um encontro entre som e imagem para que, no vídeo, possam definir uma

parte do que cabe nesse 3x4.




#FORATEMER

de Rogério Gonçalves | 7’ - 2016


Em 16 de maio 2016 a FUNARTE no Rio de Janeiro é ocupada contra a extinção do Ministério que representa e fomenta os direitos à cultura brasileira. Artistas de rua, de palco, trabalhadores, secundaristas, acadêmicos, indígenas, povos de terras e sem terras, de várias idades, locais, zonas, cores, sexo falam #FORATEMER.

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