críticas

de Espalha pra Geral!

Espetáculos colocam em cena questões contemporâneas sobre apreensão da obra e seu papel alfabetizador

por Marcello Castilho Avellar de O Estado de Minas


Dois espetáculos que se apresentaram no fim de semana, na programação do Fórum Internacional de Dança (FID), levam ao palco algumas das questões mais urgentes para a relação entre espetáculo e espectador na contemporaneidade. Uma se refere ao tempo, ou melhor, a um de seus aspectos, o timing, a relação entre quantidade e complexidade da informação e o tempo real para sua apreensão pelo espectador. Outra nos remete à pedagogia, à capacidade da própria obra de arte alfabetizar o espectador na linguagem que ela constrói e sobre a qual é construída. Um dos espetáculos foi Espalha pra geral, dos brasileiros Denise Stutz e Felipe Ribeiro. (leia mais em EpG - Critica Avellar.pdf)

A Desconstrução da Hierarquia Cênica 
por Roberta Flávia blog projeto 7X7

Denise Stutz e Felipe Ribeiro fazem uma dança de modesta produção cênica e com grande carisma para se aproximarem das crianças e alcançam, na medida, o imaginário infantil. É uma peça criativa e cuidadosa em sua concepção, com ideias grandiosas.
Um dos recursos importantes na interação do público com os artistas e a obra são os telões, onde através de um jogo proposto ao público, possibilita a desconstrução hierárquica da cena, ou seja, o público deixa de ser espectador passivo e passa a fazer parte da obra ativamente. Essa desierarquização estimula a apreciação do não trivial e traz uma relação mais direta e informal entre os participantes. As crianças tornam-se as atrações e os artistas seus espectadores. Não há espaço para o julgamento e a timidez, mas para a identificação, o reconhecimento do indivíduo como ser humano e como obra de arte.  (leia mais)http://projeto7x7.wordpress.com/2011/02/01/129/shapeimage_1_link_0